O Segundo dia...

Ah! o Segundo dia... Foi bastante difícil depois de todo desgaste que passei durante a noite. Pior ainda é ter que viver em casa sem conseguir olhar para os meus pais e fingir que nada tinha acontecido. Mais difícil ainda é que querendo ou não eu tinha que contar. Mas na minha cabeça eu queria abortar porque seria uma solução sem ter que contar para eles. Estava indo para a reunião de jovens da minha igreja, e no caminho eu percebi que onde eu andava, tinha bebês e mulheres gravidas. Parecia que este universo tinha tomado de conta de tudo o que eu fazia. E quando eu estava quase chegando, na hora que entrei na rua, dei de cara com uma mulher empurrando um carrinho de bebê com duas amigas que tinham crianças. E nesta mesma rua, tinha um pai brincando com sua bebêzinha na calçada. Parecia coisa de filme! Eu não me aguentei e sentei no chão da rua e ri descontroladamente. Quando entrei na reunião não consegui falar nada e fiquei sentada contando os segundos para ir embora chorar em casa. Fui para a casa da minha amiga, pois no dia seguinte íamos fazer o teste de gravidez de laboratório, mas não consegui ficar em paz e passamos horas pensando em alguma forma de interromper a gravidez, mas no fundo eu não queria fazer isso. Na verdade, eu só queria fazer, por causa dos meus pais. Depois de pensarmos muito, e de vários conselhos de confiança em Deus, minha amiga adormeceu as 4 da manhã e eu não consegui dormir. E em poucos tempos, chorei de soluçar e acabei acordando ela. E então fomos fazer o exame. Estava muito nervosa porque seria a confirmação de um novo futuro totalmente contrário do que eu tinha sonhado para mim. E então, o resultado foi POSITIVO. Não restava mais dúvidas, eu estava grávida.
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