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Após acordar ao quarto dia ainda meio desnorteada, e embora tendo dormindo, ainda extremamente exausta. Foi aí então que se deu início a mais um pesadelo que infelizmente era real, queriam tirar de mim o direito de escolha, o direito de ter o meu filho. Eu me sentia como alguém incapaz, sendo conduzida por outros sem nenhuma opçao de escolha. Estavam decidindo o meu futuro e impondo a mim, as atitudes que eu deveria tomar. Como se ja nao bastasse o turbilhão de sentimentos que estavam rolando dentro de mim, agora eu precisa me posicionar a favor de alguém que nao podia se defender sozinho, eu precisava lutar pela vida do meu filho que ainda nem tinha nascido.. Foi aí que se iniciou uma etapa bem complicada e dolorosa da minha vida.
Uma história de vida real onde houve superação e força para seguir em frente.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Contando para meus pais...
E no mesmo dia em que foi confirmada a nova realidade da minha vida, eu fiquei totalmente perdida. Não sabia o que fazia, mas querendo ou não, eu teria que contar para meus pais porque algumas pessoas já estavam sabendo do ocorrido e, seria melhor saber por mim do que por outra pessoa. Procurei ajuda com o pessoal da minha igreja para falar com meus pais, pois achei mais fácil se eles contassem porque eu não iria conseguir contar e muito menos olhar pra eles. Marcamos para falar com eles a noite e então o desespero começou a tomar conta de mim... Parecia um filme de terror! Algo totalmente fora da minha realidade e a hora passava lentamente e ao mesmo tempo rápido demais. Era difícil segurar tudo aquilo.
E então, a hora chegou e fui com minha amiga contar para eles. Chegando la eles estavam bastante assustados olhando para mim e para minha amiga. Mas mal consegui olhar para eles e sentamos e então veio a verdade... Meu pai ficou totalmente sem reação. Minha mãe não achou algo tão ruim porque poderia ser algo bem pior como por exemplo usar drogas. Decidi dormir fora de casa porque seria melhor pra mim e antes de ir, abracei meu pai e ele levantou a cabeça para conter as lagrimas. Fui embora e ainda chorei um pouco, mas fui vencida pelo cansaço de tanto sofrimento que estava passando.
E então, a hora chegou e fui com minha amiga contar para eles. Chegando la eles estavam bastante assustados olhando para mim e para minha amiga. Mas mal consegui olhar para eles e sentamos e então veio a verdade... Meu pai ficou totalmente sem reação. Minha mãe não achou algo tão ruim porque poderia ser algo bem pior como por exemplo usar drogas. Decidi dormir fora de casa porque seria melhor pra mim e antes de ir, abracei meu pai e ele levantou a cabeça para conter as lagrimas. Fui embora e ainda chorei um pouco, mas fui vencida pelo cansaço de tanto sofrimento que estava passando.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
O Segundo dia...
Ah! o Segundo dia... Foi bastante difícil depois de todo desgaste que passei durante a noite. Pior ainda é ter que viver em casa sem conseguir olhar para os meus pais e fingir que nada tinha acontecido. Mais difícil ainda é que querendo ou não eu tinha que contar. Mas na minha cabeça eu queria abortar porque seria uma solução sem ter que contar para eles. Estava indo para a reunião de jovens da minha igreja, e no caminho eu percebi que onde eu andava, tinha bebês e mulheres gravidas. Parecia que este universo tinha tomado de conta de tudo o que eu fazia. E quando eu estava quase chegando, na hora que entrei na rua, dei de cara com uma mulher empurrando um carrinho de bebê com duas amigas que tinham crianças. E nesta mesma rua, tinha um pai brincando com sua bebêzinha na calçada. Parecia coisa de filme! Eu não me aguentei e sentei no chão da rua e ri descontroladamente. Quando entrei na reunião não consegui falar nada e fiquei sentada contando os segundos para ir embora chorar em casa. Fui para a casa da minha amiga, pois no dia seguinte íamos fazer o teste de gravidez de laboratório, mas não consegui ficar em paz e passamos horas pensando em alguma forma de interromper a gravidez, mas no fundo eu não queria fazer isso. Na verdade, eu só queria fazer, por causa dos meus pais. Depois de pensarmos muito, e de vários conselhos de confiança em Deus, minha amiga adormeceu as 4 da manhã e eu não consegui dormir. E em poucos tempos, chorei de soluçar e acabei acordando ela. E então fomos fazer o exame. Estava muito nervosa porque seria a confirmação de um novo futuro totalmente contrário do que eu tinha sonhado para mim. E então, o resultado foi POSITIVO. Não restava mais dúvidas, eu estava grávida.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Deu positivo e meu mundo parou de girar por um longo tempo
Quando descobri tudo de inicio foi muito difícil. Na verdade, eu achei que minha vida tinha acabado. O desespero tomou conta de mim, não só isso, mas me senti culpada e sem chão. Eu estava tão desnorteada, que mandei uma mensagem para minha amiga em desespero. Ela mora 7 quilômetros de distancia da minha casa, mas nunca a vi correr tanto no carro, pois ela achou que tinha acontecido algo gravíssimo com meu pai. Ela chegou na minha casa, mas eu não sabia como contar, pois nem ela duvidava do que estava acontecendo, então ela perguntou se eu estava usando drogas, eu falei que não. Então eu fui buscar o resultado do exame no meu quarto, escondi pra ninguém da minha família ver, e fui até o carro dela. Então mandei ela entrar e eu ainda estava muito em pânico, e mesmo assim, não consegui mostrar. Ela ficou tão desesperada sem saber o que estava acontecendo até mesmo por causa da minha aparência completamente “estranha”, ela perguntou se eu ia matar ela dentro do carro. Na hora, eu ri mesmo desesperada e então, tirei o exame de gravidez que tinha escondido no sutiã. Ela segurou o exame por 15 minutos, completamente em choque e começou a chorar descontroladamente. E perguntou: “como assim?” Eu tentei explicar por cima, mas eu vi que nem ela mesma tinha entendido, pois nunca contei sobre o pai do meu futuro filho. Então eu tinha esperança que ela trouxesse alguma solução e perguntei: “E agora, o que faço?” e ela respondeu “eu não sei, mas vamos resolver e orar primeiramente e além do mais, este teste pode ter dado errado, vamos acreditar assim”. Então ficamos em silencio por alguns minutos dentro do carro e passou uma mulher segurando uma criança na nossa frente. Eu ri porque não parecia real de que esse mundo me pertencia a partir desse dia.
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